PF faz buscas em Copacabana e na Barra em ação contra esquema de passaportes brasileiros usados para migração ilegal
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Perfídia para investigar um esquema de emissão fraudulenta de passaportes brasil...
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Perfídia para investigar um esquema de emissão fraudulenta de passaportes brasileiros usados para viabilizar a migração ilegal de estrangeiros para outros países. Policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão nos bairros de Copacabana e Barra da Tijuca, na Zona Sul e na Zona Oeste do Rio, além do município de Paty do Alferes, na Região Centro-Sul Fluminense. As buscas tiveram como alvo um advogado que também é proprietário de uma agência de turismo. Segundo a investigação, ele seria um dos facilitadores do esquema. O nome não foi divulgado. Os agentes apreenderam computadores, o celular do principal alvo e diversos documentos, incluindo documentos de identificação, passaportes e certidões de nascimento de estrangeiros de origem síria e libanesa. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal (DELINST). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funcionava o esquema As investigações começaram em Juiz de Fora (MG), após indícios de que estrangeiros tentavam obter passaportes brasileiros com base em documentos falsos. De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria uma estrutura organizada que incluía despachantes, intermediários e apoio de serviços de cartório e de empresas privadas. Esse suporte permitiria a obtenção de documentos com informações falsas, usados posteriormente na solicitação dos passaportes. Ainda segundo os investigadores, os papéis apresentavam dados falsos sobre a identidade e a origem dos estrangeiros, o que possibilitaria a emissão de passaportes brasileiros e facilitaria a entrada dessas pessoas em outros países. Crimes investigados Os suspeitos poderão responder pelos crimes de migração ilegal e tráfico de pessoas. A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.