Polícia investiga invasão a outra casa de socialite em São Conrado
Polícia prende ex-motorista de socialite na Zona Sul do Rio O ex-curador da socialite Regina Gonçalves registrou em agosto, na 15ª DP (Gávea), a suspeita de...

Polícia prende ex-motorista de socialite na Zona Sul do Rio O ex-curador da socialite Regina Gonçalves registrou em agosto, na 15ª DP (Gávea), a suspeita de invasão a uma casa de propriedade dela, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. O imóvel também fica na Rua Capuri, mesmo local onde policiais civis e militares prenderam o ex-motorista de Regina, José Marcos Chaves, nesta sexta-feira (29). Na delegacia, o ex-curador Julio Matuch disse que estava fazendo a diligência semanal no imóvel de Regina, quando percebeu que uma das portas de vidro estava aberta, luzes estavam acesas e vários itens da casa estavam fora de seus lugares habituais. Nesta sexta, Marcos, que estava foragido desde novembro, foi preso dentro um outro imóvel que pertencia à irmã de Regina, já falecida. Ele estava dentro de uma residência que pertencia à irmã de Regina, já falecida. José Marcos é réu acusado de tentativa de feminicídio, sequestro e cárcere privado, violência psicológica e furto qualificado contra Regina — viúva e herdeira do empresário Nestor Gonçalves, fundador da Copag, famosa marca de cartas de baralho. “Essa prisão é importantíssima porque vai ajudar muito no inquérito que foi instaurado para apurar a dilapidação do patrimônio da Dona Regina”, disse o delegado Angelo Lages. “Ela herdou uma fortuna, e todo esse patrimônio foi dilapidado ao longo dos anos. A gente sabe que o José Marcos é um dos principais responsáveis por essa dilapidação, mas já há indícios de que ele não agia sozinho”, emendou. Para a Polícia Civil, a prisão de José Marcos vai ajudar a identificar outros suspeitos que participaram do golpe. Segundo a polícia, as contas da vítima estão completamente sem dinheiro. Enquanto esteve foragido, José Marcos chegou a ir para Minas Gerais, mas depois retornou ao Rio. Em nota, a defesa de José Marcos afirmou que ele é inocente e que há "números fatos ainda não conhecidos pela sociedade, mas que já estão sendo submetidos às autoridades competentes e serão devidamente esclarecidos no âmbito do processo". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça José Marcos Chaves Ribeiro, ex-motorista da socialite Regina Lemos Gonçalves Reprodução LEIA TAMBÉM: Polícia investiga contratos de locação e compra de imóveis de socialite Amigo de socialite encontrou suspeito no imóvel de irmã: 'jamais esperava' Foragido, ex-motorista de socialite passou pela Rocinha A porta da adega, por exemplo, apresentava sinais de arrombamento. Segundo ele, não havia sinal de itens roubados no local. Matuch afirmou na delegacia que guardas que trabalhavam na segurança do condomínio teriam visto um ex-funcionário da casa "andando rápido" próximo ao imóvel. A polícia, até esta sexta-feira (29), não tinha nomes de suspeitos de entrar no imóvel. Uma perícia foi feita, mas não identificou evidências de digitais no imóvel. A investigação deve ser transferida para a 12ª DP (Copacabana), que acompanha o caso desde o início. Ex-motorista de socialite acusado de cárcere privado e tentativa de feminicídio é preso Casamento e isolamento O Fantástico revelou o caso em abril de 2024. A família da socialite acusa o ex-motorista de tê-la mantido, durante 10 anos, isolada dentro do próprio apartamento, no Edifício Chopin, ao lado do Copacabana Palace, sem contato com amigos e parentes. Já José Marcos afirmava ter sido casado com Regina, o que ela negou. Existe uma escritura de união estável registrada em 2021. Na época, José Marcos estava com 50 anos, e Regina, 85. No documento, constava que ambos estavam em pleno uso de suas faculdades mentais — principalmente Regina, porque foram apresentados 2 atestados psiquiátricos para comprovar a saúde dela. Em dezembro de 2023, o ex-motorista entregou à Justiça um 3º laudo, de outro psiquiatra, dizendo exatamente o contrário: Regina apresentava quadro de demência avançada com déficit cognitivo grave que a incapacitava para a prática dos atos da vida civil. Com esse documento, José Marcos obteve na Justiça o direito de administrar todos os bens de Regina. “Ela nem admitia chamar eu como motorista. A gente dormia junto e tudo”, afirmou Marcos ao Fantástico. “Treze anos com ela. Quem que está do lado dela? Quem que dá remédio? Quem que leva ela ao médico? Eu faço tudo por ela. Fico 24 horas ao lado dela. Nunca abandonei.” Há 10 dias, a Vara do Idoso devolveu a curatela da gestão do patrimônio de Regina ao sobrinho dela, Carlos Queiroz. Antes, a curatela estava com um curador dativo nomeado pelo Estado, que substituiu a curatela anteriormente exercida por José Marcos. A socialite Regina Lemos Gonçalves e o ex-motorista José Marcos Chaves Ribeiro Reprodução/TV Globo Desvios e lesão Mas, segundo a defesa da socialite, há provas de que José Marcos “dilapidou o patrimônio” dela. Já a acusação de tentativa de feminicídio está baseada em uma internação no dia 30 de dezembro de 2021, quando Regina foi parar no hospital com uma lesão na cabeça, passou por cirurgia e só teve alta em janeiro de 2022. Mas ninguém da família foi comunicado do fato. Após diversos depoimentos, inclusão de laudos médicos e outros detalhes do período em que Regina viveu com José Marcos no Chopin, a Promotoria ofereceu denúncia contra o motorista e pediu sua prisão, o que foi aceito pela Justiça.