Virgínia Fonseca na Grande Rio: com tapa-sexo descolado e rainha sem costeiro, escola não teve nota máxima no quesito fantasias

Virginia Fonseca estreia na Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio A Grande Rio tirou nota 29,9 no quesito fantasias. A escola recebeu 10 das juradas Mar...

Virgínia Fonseca na Grande Rio: com tapa-sexo descolado e rainha sem costeiro, escola não teve nota máxima no quesito fantasias
Virgínia Fonseca na Grande Rio: com tapa-sexo descolado e rainha sem costeiro, escola não teve nota máxima no quesito fantasias (Foto: Reprodução)

Virginia Fonseca estreia na Sapucaí como rainha de bateria da Grande Rio A Grande Rio tirou nota 29,9 no quesito fantasias. A escola recebeu 10 das juradas Mariana Maia e Cátia Vianna, enquanto Pryscila Dias deu 9,9. O jurado Paulo Paradela deu a menor nota de todos, 9,8. Essa foi descartada, como prevê o regulamento. Na madrugada desta quarta-feira (18), Virginia Fonseca teve problemas com sua fantasia na estreia à frente da bateria da Tricolor de Duque de Caxias, o que levantou dúvidas sobre uma possível perda de pontos. Virginia Fonseca com e sem o costeiro ao longo do desfile AgNews O volumoso costeiro de 12 kg que a rainha usava teve de ser retirado no meio da apresentação algumas vezes por causa de dores, e o tapa-sexo chegou a descolar parcialmente ao longo da Avenida. As normas da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) proíbem genitálias à mostra. A escola que passar com qualquer integrante nu perderá 0,5 ponto. No caso de Virgínia, o tapa-sexo ficou descolado, mas não caiu. Como o regulamento é impreciso sobre as vestes da rainha, tudo depende da interpretação do avaliador. Paradela foi um dos jurados mais carrascos da apuração do carnaval do Rio de Janeiro. Ele deu apenas quatro notas 10. As escolas que receberam pontuação máxima dele no quesito fantasias foram Imperatriz, Beija-Flor, Viradouro e Vila Isabel. O que diz o regulamento? O termo “rainha de bateria” não aparece nem no Manual do Julgador, nem no Regulamento da Liesa. As regras tratam dos componentes de forma geral, dentro dos 9 quesitos avaliados pelos jurados. Em Fantasias, os julgadores analisam beleza, criatividade, diversidade e acabamento dos trajes usados pelos componentes. A nota varia de 9 a 10 pontos e é dividida em 2 subquesitos: Concepção e Realização. Tapa-sexo de Virginia descola durante desfile g1 Em Concepção, é avaliada a adequação da fantasia ao enredo e sua capacidade de representar partes da narrativa proposta. Já em Realização, o manual prevê análise do entrosamento de formas, materiais e cores, além dos acabamentos e cuidados na confecção, que devem possibilitar boa evolução dos componentes na Avenida. Também é observada a uniformidade de detalhes dentro de uma mesma ala ou conjunto. O texto recomenda punir a escola em caso de “falta significativa” de complementos originalmente propostos, como chapéus e calçados, ou de grande quantidade de materiais quebrados dentro da mesma ala. O regulamento ainda determina que não devem ser considerados, nesse quesito, as fantasias que compõem alegorias, a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Os jurados desses 3 fundamentos devem avaliar a roupa dos desfilantes dentro dos critérios da apresentação.